Moratória: Estatuto de Identidade




James Marcia (1966) deu um contributo essencial para a compreensão do processo de construção da identidade definindo quatro estatutos que têm por base a presença ou ausência de processos como a exploração e o investimento: identidade difusa (“Diffusion”), moratória (“Moratorium”), identidade outorgada (“Foreclouse”) e identidade construída (“Identity Achievement”). A exploração refere-se ao questionamento ativo de si próprio e do meio para tomar decisões em diferentes domínios da existência (vocacional, político, social, artístico) e através do qual pretende integrar experiências e diferentes visões (ideológicas, interpessoais, entre outras.). O investimento implica escolhas e o desenvolvimento de projetos de ação com vista à sua concretização (Costa, 1991; Marcia, 1966; Menezes, 2005; Sprinthall & Sprinthall, 1993).


A moratória corresponde ao processo no qual os jovens exploram ativamente diferentes alternativas sem, no entanto, estabilizarem num compromisso, mas preparando esse compromisso. Há uma clara dificuldade de decisão de opções ou cursos de ação no domínio vocacional. Segundo Taveira (2000) “porque a experiência de uma certa indefinição de objetivos, valores e crenças podem provocar ansiedade, frustração e sentimento de urgência em tomar decisões, o pedido de oferta de uma solução definitiva através da realização de testes vocacionais pode ser mais frequente nestes jovens” (p.66).


Estudos apontam para que pessoas em moratória de identidade podem adotar diferentes estratégias de decisão, sendo as intervenções vocacionais centradas no processo as que poderão constituir um método mais adequado de apoio aos jovens que experienciam este projeto (Blustein & Philips, 1990; Savickas, 1999). Se quiser saber mais sobre os nossos serviços, nomeadamente as intervenções de consulta psicológica vocacional, ligue para +351 939371354. www.sofiasantosrodrigues.com

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