ABRAÇAR A DOR
- Sofia Rodrigues
- 12 de nov. de 2025
- 1 min de leitura
Hoje só me ocorre escrever sobre o luto: sobre saber perder e saber mudar.
As pessoas que perdemos permanecem em nós, entre o desejo de as termos cá e a certeza de que nos deixam marcas inegáveis, quando são significativas.
É um movimento oscilatório entre processos internos:
orientar-me para a perda, sentir a dor, recordar, chorar e falar sobre a pessoa e,
orientar-me para a reparação, adaptar-me à nova vida, reorganizar rotinas, investir noutras relações ou projetos.
O luto psicológico é o processo emocional, cognitivo e social vivido após uma perda significativa. Normalmente, associa-se à morte de alguém querido, mas também pode ocorrer após outras perdas, como uma separação, uma doença, a perda de emprego ou uma mudança drástica na vida.
Nunca é fácil perder um pai ou uma mãe, um avô ou uma avó…
Leio algumas notas escritas no meu caderno:
- Deve-se abraçar a dor.
- Sofre-se mais quando se foge.
- Há muito mistério na morte e na vida.
- Mesmo quem adoece pode viver a doença como missão.
Hoje faz dois anos que o meu orientador, Professor Joaquim Luís Coimbra, partiu.
Ontem fui à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação de Universidade do Porto dar uma conferência sobre dilemas na orientação vocacional. Obrigada pelo convite!
Tudo o que disse devo a ele e a todos os professores que me ensinaram nesta área.
Resta agradecer a vida de quem faz o Bem.
Até breve,
Sofia










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