MÃE, o primeiro abrigo de vinculação
- Sofia Rodrigues
- 3 de mai.
- 2 min de leitura

“Com três letrinhas apenas,
se escreve a palavra mãe.
É das palavras pequenas
uma das maiores que o mundo tem.”
Mãe como abrigo, cuidado e amor incondicional.
Mãe com imperfeições, fragilidades e sombras.
Onde habitam o erro e a tentativa.
Todas profundamente humanas.
AMO A MINHA MÃE
Tive a sorte de ter uma mãe que me amava, e eu amava a minha mãe. Nunca vou esquecer o que me disseste um dia antes de morrer: “Esta semana fizeste tudo por mim.” Eu queria ter feito mais, mas não podia, porque há doenças que não dão aviso. Mesmo a sofrer, foste de uma enorme generosidade: ainda encontraste em ti uma palavra de consolo e alento para mim.
Foi aí que senti que o teu amor seria sempre muito maior do que a minha dor.
Há perdas que serão sempre insubstituíveis, mas o amor fica. Demora tempo a encontrar paz, mas ela vem. Às vezes, vem como um milagre das rosas: em sinais simples, delicados, quase impossíveis de explicar.
Neste tempo em que se fala tanto de mães, além das que já partiram, penso também em quem não teve uma mãe como abrigo. Em quem teve uma mãe ausente, difícil ou incapaz de cuidar. Em quem ainda sofre com isso. Em quem teve de se afastar para sobreviver.
A minha compaixão por esses filhos é enorme.
Penso também nas mães que sofrem pelos filhos, nas que carregam culpas, medos, ausências ou distâncias, e nas que fazem o melhor que conseguem, mesmo com o coração apertado.
Na psicologia, a mãe não é apenas uma pessoa. É também uma figura de vinculação. É o primeiro rosto, ou lugar, onde procuramos segurança, colo, reconhecimento e amor. E, quando esse lugar falha, dói fundo.
Mas também é verdade que, ao longo da vida, podemos encontrar outras formas de cuidado: em cuidadoras, avós, tias, madrinhas, terapeutas, amigas, educadoras…
É preciso dar um lugar ao amor, dar um lugar à dor, e permitir que ambos coexistam sem se anularem.
FELIZ DIA DA MÃE.
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