A arte de saber envelhecer
- Sofia Rodrigues
- 26 de jul.
- 1 min de leitura

A ARTE DE SABER ENVELHECER
Hoje celebra-se o Dia dos Avós.
Há avós que parecem não ter idade. Pessoas para quem envelhecer não significa apenas perder, mas também transformar-se, renovar-se e descobrir novas formas de estar na vida.
Sempre admirei a energia com que muitos avós cuidam dos netos irrequietos, brincam, contam histórias e oferecem aquele colo onde parece caber o mundo inteiro.
Há também avós que continuam a trabalhar e a levar uma vida ativa, cheia de responsabilidades e projetos.
Claro que nem sempre há paciência. E isso é profundamente humano.
Existem as dores, as limitações e as marcas reais do tempo. Há doenças, demências e perdas de autonomia. Há avós que vivem em casa e outros em lares. Uns são mais tranquilos, outros mais teimosos ou impacientes.
Talvez envelhecer bem não seja negar as dificuldades, mas preservar, dentro do possível, a identidade, o humor, os afetos e a vontade de continuar a participar na vida.
O bem-estar não nasce de uma vida sem sofrimento. Constrói-se através dos vínculos e do sentido.
O amor não apaga todas as dores, mas pode torná-las mais suportáveis. Pode oferecer dignidade, presença, segurança e pertença.
Hoje, celebremos os avós como são: com a sua força e fragilidade, as suas histórias, manias, memórias e formas únicas de amar.
Porque saber envelhecer também é saber continuar a viver.
A consulta de Psicologia pode ser um espaço de escuta e apoio nesta fase da vida: um lugar para ser ouvido, compreendido e acompanhado.
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