top of page

A arte de saber envelhecer

A ARTE DE SABER ENVELHECER


Hoje celebra-se o Dia dos Avós.


Há avós que parecem não ter idade. Pessoas para quem envelhecer não significa apenas perder, mas também transformar-se, renovar-se e descobrir novas formas de estar na vida.


Sempre admirei a energia com que muitos avós cuidam dos netos irrequietos, brincam, contam histórias e oferecem aquele colo onde parece caber o mundo inteiro.


Há também avós que continuam a trabalhar e a levar uma vida ativa, cheia de responsabilidades e projetos.


Claro que nem sempre há paciência. E isso é profundamente humano.


Existem as dores, as limitações e as marcas reais do tempo. Há doenças, demências e perdas de autonomia. Há avós que vivem em casa e outros em lares. Uns são mais tranquilos, outros mais teimosos ou impacientes.


Talvez envelhecer bem não seja negar as dificuldades, mas preservar, dentro do possível, a identidade, o humor, os afetos e a vontade de continuar a participar na vida.


O bem-estar não nasce de uma vida sem sofrimento. Constrói-se através dos vínculos e do sentido.


O amor não apaga todas as dores, mas pode torná-las mais suportáveis. Pode oferecer dignidade, presença, segurança e pertença.

Hoje, celebremos os avós como são: com a sua força e fragilidade, as suas histórias, manias, memórias e formas únicas de amar.


Porque saber envelhecer também é saber continuar a viver.


A consulta de Psicologia pode ser um espaço de escuta e apoio nesta fase da vida: um lugar para ser ouvido, compreendido e acompanhado.


Comentários


  • LinkedIn - círculo cinza
  • Facebook
  • Instagram
bottom of page