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Repressão! / Repressão! / Grita-se à toa / Qualquer causa é boa num refrão



Já há muito que sigo e sou declaradamente fã do Samuel Úria (para mim, um dos melhores artistas portugueses). Houve um feliz acaso que me permitiu chegar a tempo de ouvi-lo no Primavera Sound (festival de música que acontece todos os anos em junho no Porto). Cheguei quase no final do concerto, ainda a tempo de ouvir o seu grito “Repressão”.


Para quem não conhece, esta música fala da confusão atual entre saber e dar a opinião, da superficialidade das causas modernas e aponta para a falta de discernimento na adoção de crenças, bem como para a tendência de seguir modas e slogans sem reflexão crítica. A canção critica a facilidade com que se grita "repressão" e se adere a causas, sem um entendimento profundo, apenas porque é popular num refrão (Repressão! / Repressão! / Grita-se à toa / Qualquer causa é boa num refrão).


Realça também que muitas afirmações são feitas sem acreditar ou compreender, e a confusão entre conceitos básicos (como "cinco" e "pão"), ilustrando a superficialidade e a falta de discernimento crítico ("Afirmar sem crer / Autos em canção / Já nem distinguir / Entre cinco e pão).


É preciso canções como as do Samuel, que denunciem a falta de profundidade e a hipocrisia nas atitudes contemporâneas. O grito “Repressão” surge como um apelo ao abandono da superficialidade e à adoção de causas sem reflexão crítica.


Que o cansaço e a falta de paciência, que são também tão contemporâneos, não nos impeçam de estar alerta.


Afinal, assumir as responsabilidades e livrar-nos da falta de profundidade e da hipocrisia soa sempre bem!

 

 

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