Paz, Participação e Diálogo



Os últimos acontecimentos exigem uma nova maneira de pensar a realidade. Já em 2004, Innerarity (2004) e outros filósofos, ao referirem-se às sociedades contemporâneas, falavam de sociedades de risco: “como o novo discurso sobre o risco tem vindo a salientar, devemos habituar-nos a viver num mundo mais próximo do caos que da ordem, a conceber a ordem como a continuação do caos por outros meios, tendo de mudar a medida do real.”

Saber lidar com as “sociedades do risco” não é fácil e pode criar ansiedade devido à perda de controle das nossas certezas e/ou autossuficiência. O mundo previsível, obediente às nossas ordens, opõe-se ao mundo das mudanças repentinas, descontínuas, não antecipáveis. O contacto com a nossa fragilidade, num espaço comum e desconhecido, em que o coletivo se impõe ao individual, coloca-nos muitas questões sobre o futuro e várias dicotomias (medo vs confiança, segurança vs risco).

Para Azevedo (1999), “o medo recua à medida que se dialoga e se ouve, à medida que avançam os debates, se fortalece a capacidade crítica, se fazem os laços e estabelecem metas e pequenos projetos, à medida que se pode ser um pouco mais aquilo que se quer ser e, é desta matéria, que se alimentam os sonhos, que alimentam a vida”.

A todos, coloca-se a responsabilidade individual e coletiva de construirmos um futuro feliz, apelando à Paz no mundo, participando em prol da sociedade em vários âmbitos (social, político, educativo), desenvolvendo diferentes ferramentas internas, de forma a potenciar a configuração do ser e existir e a promover o desenvolvimento psicológico global, neste mundo complexo e heterogéneo.

Azevedo, J. (1999). Voos de Borboleta: Escola, trabalho e profissão. Porto: Edições Asa.

Innerarity, D. (2004). A sociedade invisível. Lisboa: Editorial Teorema.

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