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O elogio da imperfeição. Paolo Scquizzato



“A pérola é esplêndida e preciosa.


Nasce da dor. Nasce quando uma ostra é ferida.


Quando um corpo estranho – uma impureza, um grãozinho de areia – penetra no seu interior e a habita, a concha começa a produzir uma substância (a madrepérola) com que o cobre para proteger o seu corpo invadido. No fim, ter-se-á formado uma bela pérola, brilhante e valiosa. Se não for ferida, a ostra nunca poderá produzir pérolas, porque a pérola é uma ferida cicatrizada.


Quantas feridas temos dentro de nós, quantas substâncias impuras nos habitam? Limites, debilidades, pecados, incapacidades, inadequações, fragilidades psicofísicas... E quantas feridas nas nossas relações interpessoais? Para nós, a questão fundamental será sempre esta: o que fazemos com elas? Como as vivemos?


A única via de saída é envolver as nossas feridas com aquela substância cicatrizante que é o amor; a única possibilidade de crescer e de ver as nossas impurezas tornarem-se pérolas.


A alternativa é cultivar ressentimentos contra os outros pelas suas debilidades e atormentarmo-nos a nós mesmos com permanentes e devastadores sentimentos de culpa por aquilo que não deveríamos ser e por aquilo que não deveríamos sentir.”


Retirado de: O elogio da imperfeição. O caminho da fragilidade. Paolo Scquizzato


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