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O adolescente provoca muitas vezes medo às “pessoas grandes" -diz Diatkine" António Coimbra de Matos



Um sentimento que o adolescente pode desencadear no adulto é o medo. Muitas vezes, ouço (e experiencio) como pode ser difícil lidar com adolescentes.


Segundo Coimbra de Matos (2014), o adolescente provoca muitas vezes medo às “pessoas grandes” (…) “Pelo ímpeto do seu impulso, pela certeza da sua convicção, por tudo aquilo que, saudosamente, falha no adulto, por tudo o que o desgaste do tempo e a adaptação forçada lhe fizeram perder” (pág. 286).


“Desencadeia medo na “pessoa grande” porque esta esconde de si própria o mesmo desejo e o mesmo fantasma (não inteiramente assumidos e consciencializados…).” (pág. 286).


"Ser adulto é ter feito essa evolução em que o princípio da realidade cede (…) à necessidade de transformação e ao desejo de interferência, mutante, na circunstância." (pág. 286)


“Ser adulto é ter feito desenvolvimento, em que o passado foi vida e aprendizagem. Fomentando no presente o desejo de viver e a vontade de saber; jamais o anseio de regresso – na lamentação do insucesso- por incapacidade de usufruir da experiência do erro e do aguilhoar da frustração (pág. 287).


O poeta diz “recordar é viver” mas recordar é reviver, para melhor viver - será a fórmula psicanaliticamente aceitável (pág. 287).


"Portanto, ter medo do adolescente real é ter medo do adolescente não menos real, que está dentro de nós- do adolescente que ainda somos, na justa e precisa medida em que não o fomos. Esta é a tragédia individual, e a lamentável (e detestável) repercussão social, daquele que julgando-se adulto, mais não é do que um adolescente mortificado sob a máscara de pessoa grande, ou de um jovem mumificado, que de adulto só tem a idade cronológica (pág.287).


Esta introdução enfatiza que é preciso fortalecer a nossa estrutura psicológica e fomentar o autoconhecimento, assim como ter a capacidade de distinguir os sentimentos que são provocados em nós pelo outro, sendo adolescente ou adulto, como o medo.


Enquanto técnicos de saúde, pais, educadores, importa estarmos bem colocados na nossa própria idade. E assumir uma atitude sem medo, porque, sem dúvida, a melhor idade é aquela que se tem.


Coimbra de Matos, A. (2014). A Depressão (2ª edição). Lisboa: Climepsi Editores.


Se precisar não hesite em contactar 939371354 ou www.sofiasantosrodrigues.com.


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