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A felicidade não é algo que simplesmente acontece connosco. É algo que nós fazemos acontecer. (Mihaly Csikszentmihalyi)



Segundo Mihaly Csikszentmihalyi, em Fluir, um livro que resume a sua investigação sobre aspetos positivos da experiência humana (alegria, criatividade e envolvimento) a que chama fluxo, há pelos menos três formas de podermos utilizar a palavra significado:

 

1. A primeira aponta para o fim, propósito, a importância de algo: Qual é o significado da vida? E nesse sentido reflete a assunção de que os eventos estão ligados entre si em termos de objetivo final, que existe uma ordem temporal, uma ligação causal entre eles. Assume que os fenómenos não são aleatórios, mas pertencem a modelos inteligíveis dirigidos por um propósito final.

2. A segunda utilização da palavra refere-se às intenções de uma pessoa, implica que as pessoas revelem o seu propósito na ação, que os seus objetivos sejam referidos de forma previsível, consistente e ordenada.

3. O terceiro sentido refere-se à organização da informação, à identidade de palavras diferentes, à relação entre acontecimentos, ajudando a esclarecer e organizar a informação não relacionada ou conflituosa.

 

Criar significado implica ordenar o conteúdo da mente, integrando as ações numa experiência de fluxo una (…). As pessoas que consideram que a sua vida tem significado têm em geral um objetivo suficientemente aliciante para absorver a sua energia, um objetivo que dá significado à vida, sendo o seu propósito.

 

Para experimentar fluxo, deverá definir-se objetivos para as nossas ações, tais como fazer amizade com alguém ou realizar algo de uma determinada maneira. Geralmente, o objetivo em si não é importante; o que importa é que concentra a atenção da pessoa e empenha-a numa atividade exequível e agradável.

Os diferentes objetivos de várias atividades de fluxo unem-se num objetivo global de desafios, que dá sentido a tudo o que se faz.

 

Para Csikszentmihalyi, é importante trazer harmonia à consciência, uma vez que independentemente do que estiver a fazer ou que lhe está a acontecer, alguém que a tem conhece os seus desejos e trabalha afincadamente para os alcançar, sendo também mais coerente ao nível dos seus sentimentos, pensamentos e ações.


“A coerência interior acaba por conduzir àquela força e serenidade interior que admiramos nas pessoas que parecem estar bem consigo próprias. O propósito, a resolução e a harmonia unificam a vida e dão-lhe significado ao transformá-la numa experiência de fluxo contínua. Uma pessoa com a consciência tão harmoniosa não tem de temer acontecimentos inesperados, nem mesmo a morte. Todos os momentos da vida farão sentido e serão, na sua maioria, agradáveis. Como poderemos alcançar uma situação tão desejável?”


 

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