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É loucura...



“ E aqueles que foram vistos dançando foram considerados loucos por aqueles que não podiam ouvir a música”. Nietzsche


É loucura


É loucura estarmos todos

Juntos na mesma fogueira que arde

É loucura a ternura, este sonho, esta tarde

É loucura estarmos juntos

Todos à volta da mesma alegria

É loucura a ternura, esta noite, este dia

Ninguém sabe o que o sonho alcança

Quando se vive amando

Ninguém sabe o que sonha a criança

Quando sorri sonhando

Quem nos dera que nunca surgisse

Esta tristeza de hoje

Quem nos dera que nunca fugisse

Esta fogueira que foge

Algum dia na vida amanhã

Quando a rotina venha

Não nos falte esta chama, esta irmã

Esta fogueira, esta lenha.


Tio Hélder Ribeiro (Mocamfe)


Muitas vezes somos levados a acreditar que somos o que produzimos, não nos basta querer simplesmente estar juntos à volta de uma lareira, outras vezes dançar sem ser vistos. Achamos que valemos pelos resultados visíveis e o progresso, pela exigência ou perfeição, sem necessitar dos outros, sem sentido de comunidade, numa sociedade em que nos vamos tornando cada vez mais individualistas…


Às vezes, temos dificuldade em acreditar que algo bom venha do inesperado, do simples, do desconhecido, da fragilidade! Por vezes, inseguros, hesitantes, o desafio é libertar-nos da necessidade de sermos mais fortes, com mais êxito, sem limitações, do outro que incomoda, me interroga ou precisa de apoio.


Eis que surge a liberdade de sintonizar e escutar o outro (às vezes sem ouvir a música), de acreditar não vendo, ouvindo ou percebendo, de saber estar, de deixar alguns padrões, normas ou ideias pré-concebidas. O silêncio, a consciência da própria dor, a nossa fragilidade é afinal palco para ouvir a música, sentir “o que o sonho alcança, o que sonha a criança quando sorri sonhando”!


E seja em casa, no trabalho, na praia, num campo de férias, num concerto, que “quando a rotina venha, não nos falte esta chama, esta fogueira, esta lenha”, o que nos nutre de alegria.


Se necessário e fizer sentido, que seja tempo de quebrar rotinas e padrões, libertamo-nos de algumas regras e normas, para ir construindo um trilho cada vez mais aberto e dinâmico.



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