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À Guigas




A morte súbita de uma criança saudável é um acontecimento trágico.


Será que é possível uma família viver com tanta dor? Como pode um pai ou mãe superar essa dor?


Somos colocados diante da necessidade de aprendermos a lidar com difíceis sentimentos e pensamentos. É inevitável termos de nos reposicionar no mundo de uma nova forma, o que gera um grande processo de adaptação emocional. Esta aprendizagem não é imediata e os processos são diferentes para cada pessoa.


Os sentimentos precisam de ser expressos e deve-se permitir também que crianças conversem sobre isso para não ser negada a oportunidade de todos partilharem o que sentem, de conversarem sobre a sua perda e, consequentemente, de elaborarem o seu luto.


A família enlutada precisa da compaixão e da presença de uma rede de apoio, de amigos e familiares, não somente nos dias ou semanas após a morte de alguém querido.


Apoio, afeto, presença, paciência e acolhimento, esses são elementos indispensáveis para ajudar nesta fase, reforçando todas as vivências positivas com o ente querido. Proporciona enriquecimento interior e a aquisição de competências.

 

* Um sorriso lindo, ternurento, maroto. A Guigas tinha gargalhadas doces, cúmplice dos irmãos e da Ti-Té. Adorava brincar com os avós, primos, amigos, tios e tias. Havia um tempo especial só para brincadeiras que partilhava alegremente com cada um.

Gostava de acolher todos com o seu enorme sorriso, sensível ao outro e conversadora.

Pintar de todas as cores, brincar ao jogo da galinha põe o ovo, cantarolar canções, colar autocolantes...

Ensinava sobre alegria e amor. Guigas, estarás presente.*

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